Peregrinas ribeirão-pretanas na Via Francígena

Silvia Pereira

Venho acompanhando de longe, com uma “invejinha branca” – confesso! -, mas também morrendo de orgulho, a aventura de três amigas queridas: Sheilinha, Marcinha  e Adriana, que conheço desde a faculdade de Jornalismo. Elas formam, com outras quatro ribeirão-pretanas – RenataVera, KeleRegiane -, o grupo Peregrinas Mundo Afora, que percorre desde o dia 18 a Via Francígena (rota medieval de 2.000 km, que começa na cidade inglesa de Canterbury e termina na italiana Roma).

Minhas queridas planejaram percorrer parte dela – 900 km, de Gran San Bernardo (Suíça) a Siena (Itália) -, durante 30 dias (!!!), dormindo cada dia em um lugar e levando cerca de 7 kg de bagagem às costas.

Não é a primeira peregrinação para algumas delas, que iniciaram-se no Caminho de Santiago – se não me engano em 2013. E não pararam mais de caminhar, seja em suas próprias vizinhanças, no dia-a-dia, ou por trilhas em meio à natureza desse Brasil tão cheio delas.

Seguem com elas, na viagem, desejos de integração à natureza, de conhecimento genuíno das pessoas pelo caminho e reflexão sobre todas as experiências que vierem.

Leio na fanpage do grupo que a ideia da atual caminhada foi de Sheilinha e sua amiga Renata. Surgiu a partir da leitura de “O Filósofo e o Peregrino”, do brasileiro Marcos Bulcão, que traz relatos dessa mesma viagem recheados de informações históricas e reflexões filosóficas.


“Seguem com elas desejos de integração à natureza,
de conhecimento genuíno das pessoas pelo caminho
e reflexão sobre todas as experiências que vierem”


Seguiram-se dois anos de preparativos, pesquisas e planejamento, no qual ficou definido que andariam uma média de 25 km por dia, numa variação altimétrica inicial de 2.500m.

No caminho, desafiam pés, músculos e articulações a driblarem bolhas, infecções, dores e lesões. “Um exercício de perseverança e fé”, segundo elas.

É Sheilinha quem me explica que cada uma das sete peregrinas tem sua própria motivação interna, mas as une um desejo comum de “uma viagem entre amigas com alto grau de dificuldade e, ao mesmo tempo, em meio a paisagens deslumbrantes”.

E como ninguém é de ferro, está nos planos premiar o corpo com degustação de pratos e bons vinhos locais.

Posso bem imaginar os prazeres e o sentimento de completude que essas moças devem estar experimentando a cada etapa da jornada.

Estou seguindo com elas, pela fanpage, morrendo de vontade estar lá.

Na próxima, se Deus ajudar – e elas permitirem -, quero estar!

 

Abaixo as primeiras fotos da jornada postadas por elas na fanpage:
(Clique em qualquer uma para ampliar e abrir a galeria)

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4 comentários

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    • Sheila Guimarães em 26 de junho de 2017 às 11:32
    • Responder

    Silvinha, minha querida, que texto lindo! Amamos. Pelos caminhos da Via Francígena, levamos a nossa mochila nas costas e os amigos no coração…. beijinhos!!!

  1. Que delícia de história! Inspiradora!

    • Mariangela Gumerato em 22 de junho de 2017 às 17:42
    • Responder

    Que delícia de aventura Viva la vida!

    • Érica Amêndola em 22 de junho de 2017 às 17:41
    • Responder

    Isso é autonomia! Saber escrever a própria história!

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