Deliciosa a experiência de ler “O Clube do Filme”, livro do jornalista canadense David Gilmour (não confundir com o músico do Pink Floyd), que, desconfio, agradará mesmo a quem não curte tanto cinema quanto eu. É que não se trata só de filmes. É a história de um pai que decide arriscar-se a respeitar a natureza do filho autorizando-o a deixar a escola (que ele odeia) sob uma condição inegociável: assistirem juntos a três filmes por semana, o que inclui conversarem e refletirem a respeito após cada sessão.
Torna esta história muito humana o fato de o pai nunca admitir que sabe o que está fazendo. Muito pelo contrário. O tempo todo ele se questiona sobre se fez a coisa certa ao seguir seu instinto . Chega a entrar em desespero algumas vezes, imaginando um futuro ruim para o filho por negligência sua.
Mas a história terá um bom final. E até chegar a ele o leitor acompanha as confissões de um pai inseguro sobre a melhor forma de ajudar o filho quando ele passa pelas agruras de alguns ritos de passagem da adolescência, como primeiros amores, dores-de-cotovelo, dúvidas sobre o que é “ser homem”, etc.
Ao mesmo tempo, durante as sessões de cinema do Clube – que dura três dos mais cruciais anos da adolescência do filho, Jesse – sorvemos deliciosos comentários de David sobre filmes dos mais variados gêneros e aprendemos com ele a ver muitos filmes por outros prismas – o de um pai que quer compartilhar sua visão de vida com o filho.
O autor não fala dos filmes com a arrogância e o determinismo dos críticos, mas como um devotado e entusiasmado fã. Dá vontade rever muitos filmes citados por ele que já vimos ou de sair correndo locar os que ainda não assistimos.
Com esta identificação, acabamos por fazer parte, junto com pai e filho, do tal do “Clube do Filme”. Também fiquei desejando conhecer David pessoalmente, para passar algumas horas deliciosas trocando impressões sobre centenas de títulos. Seriam horas prazerosas!
Bom, mas como é improvável que este encontro role de fato, vou me contentar em utilizar uma das idéias de David para a próxima postagem, à qual darei o nome de “Prazeres Culpados” – o nome dado por David a um dos blocos temáticos da programação de filmes que ele preparava para ver com o filho. Este módulo referia-se a filmes que ele tinha vergonha de admitir que gostava, por serem considerados medíocres (Exemplo: “Uma Linda Mulher”).
A diretora norte-americana Nora Ephron sempre foi mestre em acionar o inconsciente feminino em suas aparentemente superficiais comédias românticas. 

Lembranças como essa com certeza virão à memória de quem viveu a “geração 80” ao assistir “Férias Frustradas de Verão” (Adventureland, EUA, 2009). Protagonizado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart novinhos – antes de se tornarem estrelas de sucessos como “A Rede Social” e “Crepúsculo” -, trata-se de um romance adolescente daqueles bem levinhos, ambientado em 1987, numa vizinhança de classe média baixa.

‘Divertidíssimo’ é o adjetivo que define o clima de “Os Piratas do Rock” (“The Boat That Rocked”), comédia inglesa dirigida por Richard Curtis (de “Simplesmente Amor” e “Nothing Hill”). O roteiro foi inspirado na revolução das rádios piratas britânicas dos anos de 1960 para narrar histórias e aventuras vividas por um grupo de amigos DJs dentro de um navio de pesca transformado em emissora.
Acabo de assistir ao que acredito seja o ápice da segunda temporada da série “True Blood”, o episódio 9, “I Will Rise Up”. Duvido que algum outro momento da série consiga suplantar a beleza das últimas cenas deste episódio, em que um vampiro milenar e sábio renuncia à eternidade.
“Não repare se, por acaso, eu parecer um pouco… morta”.

Das estrelas içadas por Hughes, Matthew Broderick foi o que mais se deu bem. Não virou astro de primeira grandeza, mas continuou “aparecendo” em produções de médio porte e fez muitos trabalhos bem-sucedidos no teatro. Ultimamente, a grande mídia o vê mais como o marido de Sarah Jessica Parker (a Carrie de “Sex and the City”).