Quão lindo pode ser um amor maduro? Sem promessas de felicidade cor-de-rosa, mas, ainda assim, um cobertor quente e macio dentro de uma casa velha chacoalhada por uma tempestade… É como os charmosíssimos Diane Lane e Richard Gere (ai, ai…) nos fazem crer no amor, mesmo em um filme-clichê como “Noites de Tormenta” (Nights in Rodhante, 2008), passado no litoral da Carolina do Norte, à época da passagem de um furacão.
Vamos combinar, não é uma grande história. Se você colocá-la ao lado dos demais romances de Nicholas Sparks – o autor romântico mais filmado da atualidade (vide “Uma Carta de Amor”, “Um Amor para Recordar”, “Diário de uma Paixão”, “Querido John”, “A Última Música”, todos calculadamente açucarados) -, vai perceber que segue a mesma fórmula das outras, apenas com nomes e idades diferentes para os personagens: sempre um homem e uma mulher que, depois de se apaixonarem idilicamente, são separados por um drama que, ou envolve renúncia ou morte.
A diferença em “Noites de Tormenta” é como um par de atores maduros consegue conferir veracidade, dignidade e charme irresistíveis a esta história-coringa. Você só quer mandar seus pudores intelectuais às favas, enrolar-se em um edredom no sofá da sala e render-se ao clima, de preferência levemente embebedada por duas taças de vinho frisante. E se São Pedro ainda manda uma chuvinha para tamborilar na sua janela, hummmm…
Ao fim da sessão de choro catártico, só resta redimir-se em 1.500 toques de um texto de blog em que você explica porque, de vez em quando, precisa render-se a um romance-fórmula: porque é tudo de bom!
“Peggy Sue – Seu Passado a Espera” (Peggy Sue Got Married, 1986), de Francis Ford Coppola, foi um de meus primeiros cultos cinematográficos. Seu roteiro foi o primeiro que vi utilizar como argumento – copiado à exaustão muitos filmes depois – a volta da protagonista (Kathleen Turner – foto acima) a seu passado, com a memória de todo um futuro vivido e com o poder de reeditá-lo. Até então acreditava que eu e todos os adultos do mundo considerariam dar um braço ou perna por tal oportunidade.
Se você também acha impensável um filme cujo protagonista tem câncer não encaixar-se na categoria drama, precisa assistir a “50%” (50/50). Apesar de a doença estar presente por toda a narrativa, não há uma cena lacrimejante no filme assinado pelo jovem diretor Jonathan Levine. Aliás, bem ao contrário…

“Histórias Cruzadas” (The Help) traz a então promissora Emma Stone no primeiro papel sério de sua carreira no cinema e uma história inspiradora de sororidade.
Woooow!
Demorou mais do que o prometido, mas a sensacional série “Sherlock”, que adapta as aventuras do clássico detetive de Arthur Conan Doyle para a Londres do século 21, está de volta. A BBC havia prometido a segunda temporada da série para outubro do ano passado (leia post sobre a primeira clicando
Quando ouvi aquele “Yeahhhh… anybodyyyyyyyyyyyy...” cantado em coro operístico em tom crescente na abertura de “Love Birds”, não deu outra: sabia que ia gostar daquele filme neozelandês de sinopse fraquinha, mas com o trunfo imbatível de ter o personagem principal fanático pelo grupo QUEEN – minha banda favorita entre todas (e olhe que gosto de muita coisa!).